Ratinho reencontra Curi, mantém 2026 indefinido no PSD

O reencontro e suas implicações

Na última segunda-feira, 2 de março de 2026, o governador Ratinho Júnior se reuniu novamente com o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi. Essa conversa, embora cercada por um contexto de decisões políticas importantes, espelha a postura evasiva de Ratinho em relação ao futuro do evento eleitoral de 2026. Não é a primeira vez que eles dialogam, tendo se encontrado previamente antes do Carnaval, onde identificaram a necessidade de tomar decisões antes do término das férias legislativas.

Silêncio de Ratinho gera tensão

Atualmente, o calendário político no Centro Cívico aponta 4 de abril como a data crítica para Ratinho decidir o seu futuro político: se ele irá deixar seu cargo para concorrer à presidência ou ao Senado, ou se irá permanecer no Palácio Iguaçu e contribuir para um planejamento da sucessão. Essa incerteza provoca um clima de ansiedade no grupo que o rodeia, pois, sem diretrizes claras, muitos se perguntam se estão realmente em uma fila de espera ou apenas em uma sala de espera sem data de saída.

Curi pressiona por decisões

Alexandre Curi, por sua vez, encontra-se em um dilema. Se optar por manter-se no PSD, ficará à mercê de uma decisão que pode tardar, enquanto o tempo passa. A cada semana que se passa sem um sinal claro do governador, a pressão por uma decisão própria aumenta exponencialmente. Essa situação lhe dá a opção de buscar autonomia em outros partidos, o que pode acelerar suas chances como candidato, mas vai de encontro ao desejo de contar com o apoio formal de Ratinho.

Ratinho e Curi 2026 indefinido no PSD

Efeito colateral do adiamento

A demora de Ratinho em se posicionar pode causar um efeito dominó perigoso. Curi e outros potenciais candidatos do PSD acabam se aproximando de outros partidos em busca de alianças, o que pode ser interpretado como uma disfunção interna no partido. Essa imprecisão acentua a certeza de que a cúpula do PSD no Paraná enfrenta um momento de crise, justamente quando os ânimos de alianças e candidaturas estão mais aflorados.

A possibilidade de ruptura no PSD

O cenário atual do PSD é de indefinição. Ratinho deseja manter todos sob sua ala para evitar um possível êxodo de aliados, mas a incerteza de sua decisão está forçando figuras-chave do partido, como Curi e o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, a agirem por conta própria. Se essa situação não for resolvida em breve, pode gerar uma ruptura antes do que se espera, um desfecho que seria desastroso para o partido e para a continuidade de projetos e coligações.



Impactos nas alianças políticas

A indefinição de Ratinho, em última análise, impacta as estratégias eleitorais. Como os candidatos não têm certeza sobre a solidez do apoio do governador, muitos podem buscar outras opções. Isso não só enfraquece a posição do PSD, como também aumenta a competitividade entre os partidos. As movimentações dos candidatos poderão desestabilizar acordos pré-estabelecidos, alterando o panorama político do Paraná.

Greca também em um dilema

Adicionalmente, Rafael Greca, que é considerado um potencial aliado estratégico para Ratinho, se vê em uma posição delicada. Nas últimas semanas, a dúvida sobre seu futuro dentro do PSD cresceu, e uma declaração do governador – ao afirmar que “não vejo traição” – sugere que a relação entre eles pode estar tensa. No contexto político, dizer que não existe traição normalmente sinaliza que algo está errado, o que indica que Greca também pode estar considerando outras opções, caso a situação não se esclareça.

Cronograma da sucessão

Com o avanço das datas eleitorais, a pressão por uma definição se intensifica. A data-limite de 4 de abril se aproxima, e o tempo se esgota para ações decisivas. Essa situação, que começa a se desenrolar em meio a obras inauguradas pelo governador, contrasta com a urgência de resolver as questões de sucessão. As palavras e ações do governador têm impacto direto no futuro político de diversos membros do seu partido.

A importância do apoio formal

O apoio formal de Ratinho é considerado um ativo valioso nesta corrida eleitoral. No entanto, a falta de clareza pode colocar Curi e outros dentro do partido em uma posição desfavorável. Sem essa garantia, as chances de eles se fazerem ouvir e gerar um impacto significativo nas eleições diminuem. É exatamente isso que a maioria está tentando evitar: uma campanha que não transmita a força de um candidato respaldado pelo governador.

Bastidores da política paranaense

Os bastidores da política no Paraná estão conturbados e cheios de expectativas. O encontro de Ratinho e Curi, embora público e gelado, não resolve a questão central: quem será o candidato no próximo pleito eleitoral. Enquanto a população observa uma fachada de atividades governamentais, a realidade do que acontece em Brasília e no Centro Cívico permanece em constante movimentação, moldando e reconfigurando o futuro político da região. Com essa lógica em curso, a dynastia do PSD paranaense pode estar em risco, a depender de como essas nuances políticas se desenrolarão.



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