O Impacto das Mudanças Climáticas em Nossa Sociedade
De acordo com dados recentes, entre 2013 e 2025, o Brasil sofreu perdas significativas devido a desastres relacionados ao clima, totalizando R$ 785,4 bilhões. Esses eventos impactaram uma vasta gama de setores, incluindo habitação, transporte, educação e saúde, atingindo 95,1% das cidades brasileiras. O aumento de fenômenos extremos, como o El Niño, resulta em tempestades, secas, ondas de calor e incêndios. Diante dessa realidade, a preparação das cidades e da sociedade se torna imprescindível.
O impacto das mudanças climáticas é especialmente preocupante para crianças e adolescentes, que enfrentam riscos de estresse pós-traumático, ansiedade e prejuízos no desenvolvimento cognitivo devido ao calor extremo. Portanto, é vital que medidas educativas sejam implementadas para preparar os jovens a lidar com essas situações.
O Papel da Educação no Combate ao Clima
A educação desempenha um papel central na capacitação dos jovens para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Ao colocá-los no epicentro do debate, iniciativas educacionais têm se focado em prepará-los para agir em resposta a desastres ambientais. Isso inclui ações antes, durante e após desastres, abarcando desde a conscientização até o mapeamento de riscos e a criação de sistemas de alerta simplificados.

Como Estudantes se Tornam Agentes de Mudança
O Observatório Marista do Clima é um exemplo de como estudantes podem se tornar protagonistas na luta contra as mudanças climáticas. Este programa envolveu mais de 700 alunos e professores em investigações sobre problemas locais e no desenvolvimento de soluções, como a gestão de resíduos e a implementação de hortas agroecológicas. Em 2025, a participação de 88 instituições resultou na criação de mais de 220 ações voltadas para o clima.
A Importância do Observatório Marista do Clima
O Observatório Marista transforma o sentimento de medo em conhecimento e ação. Os alunos não apenas recebem informações, mas se envolvem ativamente em experiências práticas e simulações, ampliando sua compreensão sobre o meio ambiente e sua capacidade de gerar mudanças. As quatro áreas principais abordadas pelo programa incluem: conhecimento científico, adaptação, mitigação e comunicação. Isso proporciona uma base sólida para enfrentar as inevitáveis mudanças climáticas.
Transformando Preocupações em Ações Concretas
A transformação de preocupações em ações efetivas se reflete em várias iniciativas práticas nas escolas. Um exemplo é o Desperdiçômetro, um projeto que visa reduzir o desperdício de alimentos em um refeitório escolar. Ao pesar os restos de comida e apresentar os resultados em um mural, a escola promove a conscientização entre alunos e famílias, incentivando a economia e a valorização do alimento.
Desperdiçômetro: Uma Iniciativa Inspiradora
No Marista Escola Social Ecológica, em Almirante Tamandaré (PR), o Desperdiçômetro demonstra visivelmente os impactos do desperdício. As sobras de alimentos são compostadas para nutrir a horta da escola, que, por sua vez, abastece a cozinha com vegetais frescos. Isso gera um ciclo sustentável, conscientizando alunos sobre a importância de uma alimentação consciente e reduzindo gastos desnecessários.
Cases de Sucesso nas Escolas Maristas
Outro exemplo de sucesso é a horta da Marista Escola Social Robru, em São Paulo (SP), onde crianças se dedicaram ao estudo do solo e construíram canteiros. O projeto integra o currículo escolar, abordando conceitos de agroecologia e permacultura. Essas experiências práticas não apenas ensinam, mas também educam os jovens sobre a urgência de ações sustentáveis.
Preparação para Desastres Climáticos nas Escolas
A tragédia climática que afetou o Rio Grande do Sul em 2024 foi um divisor de águas na forma como as instituições educacionais se preparam para desastres. Enfrentando o desafio de eventos climáticos extremos, é essencial que as escolas adotem abordagens proativas, incluindo a criação de planos de emergência adaptados aos riscos específicos de cada região.
Integrando Comunidade e Educação Ambiental
A inter-relação entre educação e comunidade é fundamental. As escolas não apenas desempenham um papel educacional, mas também podem servir como centros de mobilização comunitária. Os planos de contingência escolar devem ser alinhados com as orientações da Defesa Civil e considerar a participação ativa dos jovens. Essa integração maximiza a eficácia das respostas a desastres climáticos.
O Futuro das Iniciativas Climáticas no Brasil
À medida que as mudanças climáticas se tornam uma realidade cada vez mais presente, as ações voltadas para a conscientização e preparação se expandem. A necessidade de uma educação sustentável e a formação de comunidades resilientes são prioritárias. Continuar investindo em projetos como o Observatório Marista do Clima poderá garantir que a próxima geração esteja equiparada para agir diante das adversidades, transformando não apenas suas próprias vidas, mas também as de suas comunidades.


