A Importância do Direito à Moradia
O direito à moradia é uma das garantias fundamentais que asseguram uma vida digna e decente a todos os indivíduos. Esse direito é essencial, pois proporciona não apenas um abrigo físico, mas também segurança, saúde e estabilidade. A moradia adequada é um elemento central em qualquer sociedade, pois está intrinsecamente ligada a diversas questões sociais e econômicas, como emprego, acesso à educação e serviços públicos. Essa ligação ressalta a necessidade de políticas habitacionais que garantam esse direito de forma efetiva.
Despejos em Curitiba e Região
No contexto de Curitiba e regiões vizinhas, os despejos têm se tornado uma realidade preocupante. Muitas famílias enfrentam o risco de perder suas casas devido a projetos de infraestrutura, como as linhas de transmissão da Copel. Em Curitiba, cidades como São José dos Pinhais e Almirante Tamandaré também são afetadas. A realidade é que aproximadamente 10 mil pessoas podem estar vulneráveis a essas ações de despejo, o que levanta questões sérias sobre o direito à moradia e a necessidade de planejamento urbano mais humanizado.
A Participação do Senge-PR na Audiência
No dia 31 de março de 2026, o presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR), Leandro Grassmann, esteve presente em uma audiência pública promovida na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP). A audiência, proposta pelo deputado Arilson Chiorato, tinha como foco discutir tanto o direito à moradia quanto os despejos em áreas de risco. O encontro contou com a presença de especialistas e das famílias que correm perigo de despejo, proporcionando um espaço para que suas vozes fossem ouvidas.

Testemunhos de Famílias Despejadas
As histórias de famílias afetadas por despejos são comoventes e ilustram a gravidade da situação. Dona Terezinha, de 78 anos, é um exemplo claro disso. Ela foi despejada de sua casa com a presença de autoridades e representantes da Copel, que prometeu realocação, mas que, na prática, não se concretizou. Esses relatos revelam a falta de um plano eficaz de realocação por parte das autoridades responsáveis, gerando uma sensação de abandono e insegurança entre os moradores.
Dados Sobre o Déficit de Moradia no Paraná
Uma pesquisa recente, intitulada “Pesquisa de Necessidades Habitacionais do Paraná 2023”, destaca um cenário alarmante em relação ao déficit de moradia. Mais de 500 mil pessoas no estado vivem sem acesso a uma habitação digna. Em Curitiba, esse número chega a 109.402, afetando cerca de 90 mil famílias. Esses dados ressaltam a urgência de ações que garantam moradia adequada para todos, especialmente no contexto dos despejos iminentes.
Riscos Associados aos Despejos
Os despejos não são apenas uma questão legal; eles têm impactos diretos na vida das pessoas. Além de serem forçados a deixar seus lares, as famílias enfrentam riscos que vão desde a desestruturação social até a saúde mental prejudicada. Muitas vezes, os despejos ocorrem sem um aviso prévio adequado ou sem que haja garantias de uma nova moradia, o que aumenta a vulnerabilidade dessas populações.
A Reação da Copel e do Governo
A Copel foi convidada a comparecer na audiência pública, mas optou por não participar. Isso gerou descontentamento entre os presentes, que esperavam uma resposta da empresa em relação ao manejo de situações de despejo. A reação da Copel, ou a falta dela, suscita dúvidas sobre o compromisso da empresa com as famílias que vivem nas áreas afetadas e sobre a responsabilidade do governo em zelar pelos direitos desses cidadãos.
Necessidade de Realocação e Planejamento
Um ponto crucial levantado durante a audiência foi a necessidade de um plano de realocação eficiente. É fundamental que as autoridades e empresas envolvidas desenvolvam estratégias que assegurem que ninguém fique desabrigado em decorrência de despejos. A criação de um planejamento habitacional eficaz deve ser prioritária, com envolvimento das comunidades afetadas e considerando as necessidades específicas de cada grupo familiar.
O Papel do Deputado Arilson Chiorato
O deputado estadual Arilson Chiorato se posicionou firme em relação à situação, enfatizando que a solução para o problema dos despejos deve ser uma responsabilidade compartilhada, tanto da Copel quanto do governo estadual. Ele se comprometeu a buscar formas de garantir que as famílias afetadas não fiquem sem lar, sublinhando a importância do trabalho conjunto para mitigar os efeitos de tais crises.
Mobilização da Comunidade e do Senge-PR
A presença do Senge-PR na audiência reflete a mobilização de diversos segmentos da sociedade civil em defesa do direito à moradia. Organizações e movimentos sociais têm se unido para pressionar por mudanças nas políticas públicas, buscando maior proteção para as pessoas em situação vulnerável. A união de esforços é vital para garantir que as vozes dos afetados sejam ouvidas e que soluções reais sejam implementadas.


