O PT do Paraná pediu a cassação do vereador Denys Moraes (PRD) após um vídeo mostrar o parlamentar quebrando o vidro de um carro em um ato pró-Flávio Bolsonaro. O partido também encaminhou denúncia ao Ministério Público do Paraná (MPPR), segundo a reportagem de referência.
A manifestação ocorreu em Curitiba em 17 de outubro de 2026 e foi convocada pelo governador eleito Sergio Moro (PL) em apoio a Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.
O episódio envolveu um casal que passava de carro pela Rua Dr. Muricy, no cruzamento com a Rua XV de Novembro. De acordo com a reportagem, ninguém do casal ficou ferido, e foi registrado um boletim de ocorrência.

As representações foram encaminhadas à Câmara Municipal de Almirante Tamandaré e ao MPPR, mas ainda dependiam de análise na publicação da notícia. O pedido de cassação e a denúncia não significam que o vereador tenha sido condenado ou que a perda do mandato esteja determinada.
Vídeo mostra abordagem e dano ao veículo em Curitiba
Nas imagens descritas na reportagem, um grupo aborda o casal que estava no carro. Quando o veículo começa a deixar o local, o vereador Denys Moraes aparece usando a haste de uma bandeira do Brasil para quebrar o vidro traseiro.
Outro trecho mostra um apoiador ameaçando o motorista. A sequência registra, portanto, tanto o dano ao automóvel quanto uma ameaça durante a abordagem.
A Polícia Militar não prendeu nenhum dos envolvidos, conforme a reportagem. O casal não sofreu ferimentos, e o registro da ocorrência foi feito por meio de boletim.
PT-PR pede cassação e encaminha denúncia ao MPPR
Na representação à Câmara de Almirante Tamandaré, o PT do Paraná argumenta que a conduta pode configurar quebra de decoro parlamentar. O documento menciona o regimento interno, que proíbe comportamentos incompatíveis com a dignidade do Legislativo e com a conduta pública exigida de um parlamentar.
Em outra frente, o partido encaminhou denúncia ao Ministério Público do Paraná (MPPR). Segundo a argumentação apresentada, a agressão teria ocorrido em grupo e representado intimidação política contra cidadãos que transitavam pela via pública.
Para fundamentar o pedido de investigação, o PT anexou vídeos e registros jornalísticos. Na publicação da reportagem, ainda não havia informação sobre a identificação formal de todos os envolvidos nem sobre medidas adotadas contra eles.
A assessoria de Denys Moraes foi procurada, mas não havia respondido até a publicação da notícia. Sergio Moro, que convocou o ato, não comentou o episódio; já o deputado federal e senador eleito Filipe Barros publicou um vídeo dizendo que a manifestação transcorria de forma ordeira e comparando os participantes a apoiadores da esquerda.


